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A presença da mulher na indústria

Posição das mulheres no setor industrial atualmente


Atualmente, as mulheres compõem aproximadamente 25% de todo o setor operacional na indústria nacional. De acordo com os dados fornecidos pelo Observatório Nacional da Indústria, uma divisão específica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), observa-se um aumento notável na representação feminina em cargos de gestão no setor industrial passando de 24% para 31,8% no período entre 2008 e 2021.

Embora esta representatividade seja menor do que em outros segmentos da economia, onde elas ocupam quase metade (46,7%) das posições de destaque, de forma geral. É importante ressaltar que o crescimento registrado na indústria foi três vezes maior ao registrado em qualquer outro setor no mesmo período.



Como deu início a presença da mulher no meio da indústria?


No contexto histórico, começamos a partir da revolução industrial, período no qual as mulheres foram introduzidas no mercado da indústria, com várias ressalvas. Sendo considerada uma mão de obra econômica, sua jornada contava com rotinas exaustivas e salários abaixo em comparação aos homens de mesma função, com diferença de quase 60%. Com todas essas adversidades, as mulheres iniciaram um movimento de organização e protesto em busca de direitos trabalhistas e de igualdade. Com essas ações, deu-se início ao ciclo feminino no setor industrial.



Quais funções são destinadas às mulheres na indústria?

São diversas. No setor operacional e administrativo, as mulheres têm atuado em cargos que podem variar de mão de obra primária até gestão de setores inteiros. A verdade é que, hoje, com maquinário especializado e jornadas de trabalho padrão, tanto homens quanto mulheres podem ocupar cargos diretamente ligados à produção. Aqui na Kleiner, as mulheres estão presentes em todos os setores e colaboram para um melhor funcionamento da fábrica como um todo. Para conseguir maior diversidade nas informações sobre a presença do núcleo feminino dentro da empresa, abordaremos diferentes olhares de um mesmo ponto: a presença da mulher na indústria. A trajetória individual de cada uma, as dificuldades, os objetivos e principalmente o dia a dia de cada uma delas aqui.



Mulheres na Kleiner

Dentre os setores existentes em nossa fábrica, é possível dizer que em praticamente todos há uma presença significativa de colaboradoras, em alguns até majoritária. O setor comercial, hoje, é onde se encontram a maioria delas. Seja no marketplace, operando nosso comércio online, cuidando do relacionamento final com o cliente ou até mesmo nas vendas diretas para nossos pontos comerciais e parceiros. As mulheres da Kleiner estão presentes no desenvolvimento de nossas peças, na produção delas, na divulgação e distribuição. Além de todas as funções de apoio, nos ajudando em sistemas, processos burocráticos ou mantendo um melhor funcionamento da empresa.

Hoje, na fábrica em Capivari de Baixo, trabalham mais de 50 mulheres em diversos setores, com papéis fundamentais na projeção e produção, com cargos de liderança e confiança da gestão. A Kleiner valoriza o bom trabalho e as boas relações, o mérito está presente nas mudanças de cargos e gerenciamentos de cada tarefa.



Produção

No setor de embalagens, a Daiane conta que exerce nos últimos anos um cargo de liderança.

"Nessa função, eu estou há 6 anos e na Kleiner há 15. Eu entrei como auxiliar de produção, e ao longo de 9 anos, fui ganhando oportunidade e evoluindo. Hoje sou líder do setor de embalagens, tenho homens na minha equipe e a relação com todos é bem harmoniosa. Eu sempre fui respeitada, independente de quem são meus colegas. Sempre foi muito tranquilo, eu acredito que se você respeitar os outros, você também vai ser respeitado. Nos damos muito bem. Nunca tivemos problemas nesse quesito e nem mudança de tratamento.


Quando estava abaixo, eu respondia a alguém e nunca me faltaram com o respeito. O respeito independe da função. Aqui na fábrica a gente pega no pesado, coloca a mão na massa também, não tem essa diferença de ‘Ah, mulher não pega peso’, não tem isso. Aqui é trabalho em equipe. É igual pra todo mundo. Há produtos que são mais pesados, que os meninos ajudam, mas por escolha e sugestão deles. A gente se ajeita aqui em baixo. A relação é bem tranquila."


Já a Denise tem uma trajetória longa em diversos setores da fábrica e está começando um novo desafio nesse período. Começando num cargo de liderança após anos de dedicação.

“Eu sou líder de produção no setor de lixação. Eu comecei como auxiliar de produção na embalagem, trabalhava com bolha (plástico bolha). Após 8 anos, eu vim pra usinagem e comecei como líder de produção na usinagem, fiquei 5 anos e agora faz duas semanas que me convidaram para ser líder no setor de lixação, onde eu comecei. A vinda da embalagem pra usinagem foi uma proposta do proprietário e eu aceitei. E agora, o diretor fez a proposta de um cargo de liderança na lixa e eu também aceitei. É um cargo de liderança, tenho homens abaixo de mim e a relação é bem tranquila com todos do setor. Antes disso, este cargo pertencia a uma outra menina que subiu de cargo, ela foi convidada a assumir como coordenadora de produção. Hoje ela está como coordenadora e eu estou no lugar dela.

Em 13 anos, mudei de cargo 3 vezes, nunca pedi, sempre me convidaram, eu acredito que por mérito. Aqui na fábrica não tem distinção de homem e mulher, mas os homens são bem delicados, as vezes quando tem de pegar algo muito pesado eles sempre se oferecem. Hoje trabalho com 7 homens, na usinagem trabalhava com 14. E pra mim sempre foi muito tranquilo, sou bem desenrolada, sempre foi muito de boa e nunca fui desrespeitada. Por enquanto estou me adaptando ao novo cargo, mas não vou fechar portas para maior crescimento. A Kleiner dá oportunidade pra quem sabe abraçar. Oportunidades de crescimento para homens e mulheres. O merecimento é reconhecido. A nossa liderança era formada por 3 mulheres e um homem, portanto a fábrica era praticamente comandada por mulheres.”

Daiane e Denise trabalham na rotina de fábrica e possuem histórias muito interessantes sobre o dia a dia e sobre toda a posição feminina na história da Kleiner. Entretanto, ambas falam de uma outra moça, uma que serve de inspiração e que já passou exatamente por onde elas passaram: Rosane.

“Tenho 37 anos e 15 anos de Kleiner. Fui contratada pra lixação, comecei como lixadora. Lá eu fiquei bastante tempo, até 6 anos atrás eu ainda estava lá. Me ofereceram a possibilidade de ser facilitadora do líder de setor para ajudá-lo no processo de liderança. Ganhei experiência suficiente e quando ele precisou se desligar da empresa eu acabei ficando na vaga dele. Assumi o setor e quando comecei a liderar, tinham homens e mulheres na equipe e ambos me apoiaram, nunca sofri nenhum tipo de menosprezo. Sempre fui respeitada, mesmo quando facilitadora, antes da liderança propriamente dita. O respeito sempre existiu, gosto do meu ambiente de trabalho e nunca me senti diminuída. A partir daí eu fui promovida novamente para coordenação do chão de fábrica. Comecei faz 2 semanas, o ambiente mudou, muita coisa nova, estou me habituando, estou sendo bem recepcionada pelas pessoas que vou passar a conviver. Em relação ao chão de fábrica, eles ficaram muito felizes por mim, eu fiquei muito feliz por ter o apoio deles e fiquei feliz por ser reconhecida pra fazer esse papel de gestão. O Júnior (diretor) e o Everaldo (gerente) me chamaram para conversar sobre as pessoas que seriam realocadas de setor, e sim, eu tive participação na mudança da Denise, por exemplo, que hoje ocupa a vaga que era minha. Acho que eu sempre tive uma maneira diferente de trabalhar. Cobro quando tenho que cobrar, mas sempre gosto de levar com jeitinho, na amizade. E assim, escolhi quem mais se parecia com este estilo de liderança. E a Denise foi considerada uma ótima opção pra ficar ali com eles.

Mas falando sobre o dia a dia da fábrica, quanto aos materiais e ao trabalho, as peças pesadas são carregadas pelos meninos, porque eles mesmos sempre se dispõem a carregar, porque é realmente muito peso. Mas as mulheres são bem fortes, elas sempre carregam quando precisa. Hoje é mais fácil. Tem carrinho, é só colocar e empurrar. Mas antigamente era mais complicado. A empresa evoluiu bastante, e eu, hoje faço um outro trabalho, me direciono apenas aos líderes, mas a relação com todos da fábrica ainda é ótima.

Considerando todos os cargos, ainda não cheguei onde espero. A gente sempre espera evoluir, mas nem sempre estamos prontos. A primeira promoção foi me oferecida algum tempo antes, mas eu não aceitei porque não me sentia pronta. Quando é a hora certa de abraçar as oportunidades, nós abraçamos. A Kleiner sempre está vendo quem trabalha direitinho e o bom trabalho aqui é valorizado. Eu mesma sempre fui muito valorizada. As duas mudanças de cargo, me foram oferecidas, nunca pedi para trocar. 9 anos de lixa, 6 de liderança… e duas semanas de coordenadora. A empresa passou por uma mudança radical. Quem entra hoje, encontra outra empresa.”



Desenvolvimento


A Kleiner tem o setor de planejados como um braço muito forte, nossos arquitetos fazem diversos projetos, sempre cuidando para manter os padrões de elegância que prezamos. E na criação, não é diferente. Mulheres atuam na projeção e a Beatriz falou de sua experiência no setor:


“Com 26 anos, eu me sinto confortável no cargo que ocupo, mas às vezes me questiono sobre crescimento. Quando penso em evolução seria para um outro cargo, provavelmente de liderança. Mas na maioria das vezes a preparação é mais psicológica para saber lidar com pessoas. A experiência te dá segurança pra aceitar esses desafios e o domínio do trabalho em si. Por exemplo, no começo, ao descer na fábrica eu ainda me sentia desconfortável.

Hoje já vou com mais segurança quando preciso, mas é normal. Um ambiente novo. Sou formada há 3 anos e já tive outras experiências na área antes de chegar aqui na Kleiner. Mas nesse 1 ano e meio, a minha relação com os colegas no setor é bem tranquila e me sinto à vontade. Como tenho poucos anos de experiência, ainda não exerci nenhum cargo de liderança.


Em relação às promoções e mudanças de cargo... No ambiente fabril, as mudanças são mais significativas. Aqui, sou liberadora de projetos e tenho domínio durante o desenvolvimento, mas nos encontramos em posição igualitária e todos respondem ao mesmo gestor, que se encontra na posição devido a uma grande experiência na área. Ele já foi meu líder numa outra empresa e mostra bastante conhecimento do ramo. Acredito que posso sim um dia exercer algo mais, mas leva tempo."



Comércio

No setor de vendas é onde está a maior concentração de mulheres, e a Scarlett encara o ambiente industrial como um lugar tranquilo e de boas oportunidades.

“Eu já estive lá embaixo (na produção da fábrica), saí da empresa e voltei nas vendas. Eu ia voltar na mesma função, mas no período que estive fora fiz alguns cursos e me preparei para uma nova oportunidade, quando retornei, ela chegou e eu abracei. O setor hoje é bem harmônico. As meninas se ajudam, é bem tranquila a convivência.

Quanto aos clientes, nós sempre somos instruídas a contornar qualquer tipo de comentário mal intencionado que venha a ocorrer. Em relação ao setor em si, a competição aqui é saudável e sempre torcemos uma pela outra, sabemos que a Kleiner sabe reconhecer o funcionário e sempre esperamos algo a mais.”

Vemos que, em primeiro lugar, o ambiente industrial não é tão masculino assim e que há muito reconhecimento do bom profissional.

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